Cinema Clássico
- O Oscar foi criado em 1927 por Cedric Gibbons, diretor artístico da MGM, e mostra um homem nu, em cima de um rolo de celulóide, e segurando uma espada. Por Carla Marinho Eu estava procurando algum livro biográfico (em português) sobre Al Pacino dia desses... Incrível como um ator como este, incontestavelmente um dos melhores, e com uma carreira estável desde a década de 70 ainda não tenha uma boa biografia traduzida para o português. Fico imaginando quantos anos ainda teremos que esperar por uma simples tradução, por exemplo, da biografia de Lawrence Grobel. Al Pacino já andou revelando coisas sobre sua vida, como o fato de ter sido garoto de programa, enquanto estudava cinema, mas oh como adoraria uma biografia não autorizada... e sua discrição... Na Biografia escrita por Laurence Grobel, que é essa daqui: ...Al Pacino revela que durante as filmagens do filme Dick Tracy, estrelado por Madonna, ele mesmo e Warren Beaty, a Madonna ensaiava e acabou se empolgando durante uns ensaios de dança. Até que roupas voaram e ela acabou ficando nua na frente do belo e velho Corleone. O interessante é a forma como Pacino fechou a narração: "É uma informação secreta. Ela estava fazendo uma dança e estava nua, vestia apenas um robe. No final da música, ela ficou inspirada e o abriu". "Um dia, quando eu ficar bem velho, enrugado e ainda estiver sorrindo, será porque lembrei dessa situação"... Ok, informação secreta para ser dar... em um livro. Bom, Al disse que é uma informação secreta. Portanto, não espalhem.. Top secret. Perguntado se isso continuou e se tornou uma aventura, ele foi cavalheiro e não abriu a boca. Bom, estudando históricos de ambos eu diria que SE aconteceu algo depois disso foi uma maravilha. Aguardando sua biografia não autorizada, Don Corleone… Por Carla Marinho Por Cainã Moura do blog http://classicecultfilms.blogspot.com.br/ " Um toque parisiense, imaginação vívida, melodias deliciosas e atuações inteligentes" O filme tem momentos de comédia e a diversão vai crescendo ainda mais a cada minuto que o filme passa. TÍTULO ORIGINAL: Monte Carlo Saiba mais sobre a primeira sex symbol de Hollywood. Os estúdios venderam a imagem de Theda Bara dizendo que ela era filha de um artista francês com uma amante árabe, e que seu nome, Theda Bara, era um anagrama de Arab Death (traduzindo, morte árabe). Na verdade ela jamais foi à França ou sequer passou perto do Egito. A verdade era menos interessante, e ela nasceu no Ohio, em 29 de julho de 1885, EUA, filha de um alfaiate judeu, e foi registrada com o estranho nome de Theodosia Burr Goodman. Além disso era muito tímida, chegando a exigir, durante as filmagens, que poucas pessoas estivessem nos estúdios e que ele, de preferência, estivesse às escuras. Apesar disso, ficou conhecida como uma das vamps do cinema, precursoras das mulheres fatais. A primeira grande sex symbol. Após o código de produção ser estabelecido em 1930, seus filmes foram banidos, devido aos figurinos transparentes e sensualidade. Foram mais de 40 filmes realizados entre 1914 e 1926. Destes, somente seis sobreviveram. Isso porque um grande incêndio na FOX, ocorrido em 1937, levou embora a maior parte deles. A atriz chegou a ganhar 4000 dólares por filme, quantia considerada exorbitante para a época. Também pudera, era, juntamente com Charles Chaplin e Mary Pickford, uma das mais populares estrelas do cinema mudo. O fim da carreira começou quando ela se cansou da imagem de Vamp. Ela não queria mais renovar o contrato com a Fox, e depois de "The Lure of Ambition" (1919) deu um tempo das telas até o retorno, em 1925. No ano seguinte faria seu último filme, "Madame Mystery" (1926), em que fazia uma paródia de si mesma. A atriz terminou seus dias vivendo em Nova York, ainda rica, devido ao enorme sucesso que teve em sua juventude. Houve interesses em realizar uma cinebiografia sobre ela, em 1949, mas o projeto foi engavetado. Caso fosse realizado, traria Betty Hutton interpretando a atriz conhecida como a Serpente do Nilo. Theda morreu de câncer em Los Angeles, em 1955. Tinha 70 anos. Por Carla Marinho Essa última entrevista foi concedida por Cary Grant, quatro meses antes de sua morte, ocorrida depois de um derrame sofrido enquanto se preparava para se apresentar em um teatro em Davenport, Iowa. O jornalista se encontrou com o ator, que estava afastado das telas há mais de 20 anos. Entrevista publicada na Folha da Manhã em 05 de maio de 1954 O jornalista italiano Alfredo Paniucci, de "Epoca", obteve em fins do mês passado uma entrevista de Chaplin - em sua vila de Corsier-Vevey, Genebra - que pode ser considerada sensacional. Correra uma noticia, na França e na Italia, que Chaplin, ao comemorar seu 65º aniversario, no dia 16 ultimo, receberia os representantes da imprensa daqueles dois paises para uma entrevista coletiva. Na realidade, tratava-se de mero boato. O grande ator nada havia marcado e foram numerosos os jornalistas que fizeram inutilmente a viagem, voltando apenas com algumas fotos da residencia de Chaplin e no maximo de um ou dois de seus filhos. Paniucci, entretanto, foi mais persistente. Insistiu, junto ao mordomo, para ser recebido. Este, após tenaz resistencia, comprometeu-se a falar com o criador de "Luzes da Ribalta": se ele estivesse de bom humor, no dia seguinte, era provavel que concederia a entrevista. E o reporter italiano voltou, para conversar com Chaplin, dele obtendo declarações que, se não são novas, não deixam de ser curiosas. Fonte: http://almanaque.folha.uol.com.br Dirigido por TOD BROWNING,o mesmo diretor de Drácula (1931 com Bela Lugosi), a premissa trata-se de um grupo de criaturas monstruosas (assim são apresentadas) num parque de diversões onde se apresentam num show de horrores, geradas por deformidades na infância, uma trapezista seduz um anão quando descobre que ele tem uma pequena fortuna. Os colegas dele se unem para a cruel, e adequada vingança. Este é um filme em que todos os adjetivos tem duplo sentido, já que é certamente um dos espetáculos mais pungentes e ousados já realizados no cinema. Há um lado positivo ao se retratar figuras de formadas como seres humanos dignos de respeito e de amor. Mas há também uma exploração do que há de pior na curiosidade malsã dos indivíduos pelo macabro criado pela própria natureza humana. O "circo de horrores" e o melodrama representam, sem dúvida, um soco no estômago. Por vezes é impossível conter mesmo uma lágrima ou um grito sufocado. Na verdade, o filme poderia ser visto como o terror a bsoluto, negando mesmo a legitimidade de um gênero que se compra em explorar esse tipo de anormalidade. Ou seja, o públicon se diverte, ri e ridiculariza algo que é digno de compaixão e de compreensão. Ser diferente não é ser ruim; é apenas ser diferente. Ser feio ou deformado são atributos que podem esconder uma boa alma, um grande ser humano. E esta fita escancara e expõe esse conceito ás claras para todos serem obrigados a olhar de frente o que preferem ignorar.Algumas Curiosidades Sobre o Oscar

- O Oscar pesa 3kg e mede 35cm de altura, sendo modelado em bronze e folheado em ouro. Somente durante a II Guerra mundial, as estatuetas foram feitas em gesso, mas tão logo a guerra terminou, os ganhadores foram restituídos por modelos originais.
- Ao perder o Oscar em 1942 por "Um Rosto de Mulher" para Greer Garson, Joan Crawford chegou a declarar que o prêmio se tratava apenas de uma politicagem injusta. Mas ao receber em 1945 por "Mildred Pierce", discursou, emocionada, em sua cama:
"Agora sinto-me complemente realizada na minha carreira e na minha vida, pois recebi o prêmio mais justo do mundo!"
- Após um discurso de 45 minutos de Greer Garson em 1943, quando recebeu a estatueta por "Rosa da Esperança", a Academia resolveu limitar o tempo de agradecimentos para 60 segundos.
- Até 1960, O Oscar era realizado no "Pantages Theatre" de Hollywood. Mas depois de se tornar pequeno demais, passou a ser realizado no "Santa Mônica Auditorium".
- Elizabeth Taylor recebeu à contragosto o Oscar pelo filme que menos gostou de fazer: "Butterfield 8". Ela fizera o filme obrigada, e sabia que eles só lhe deram o prêmio devido aos seus problemas recentes de saúde (a mesma estivera doente durante um longo tempo e ficara com uma cicatriz na garganta). Anos depois ela recebera com orgulho o Oscar por "Quem tem medo de Virgínia Woolf?", e declarou:
"Agora sim, sinto-me consagrada como atriz. No entanto não desprezo o primeiro Oscar porque serviu como amostra de que Hollywood tem coração."Al Pacino e sua discrição

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Monte Carlo (1930)


-MORDAUNT HALL , THE NY TIMES-
"Monte Carlo" é um musical de 1930, um dos primeiros filmes falados da história, que leva a fama por ser uma das melhores comédias musicais de todos os tempos. Com piadas e diálogos bem sacados, Jeanette MacDonald e Jack Buchanan (que também fez o musical "A Roda da Fortuna" de 1953, com Fred Astaire e Cyd Charisse), dão um show de interpretação e de voz, longe de ser um filme muito lírico, a película é embalada pela famosa música "Beyond The Blue Horizon" que é repetida no filme diversas vezes.
O roteiro de Hans Müller é baseado na obra de Booth Tarkington que leva o nome de "Monsieur Beucaire", que também levou o mesmo nome em uma opereta de 1919 de André Messager. Não foi só por ai que a história de Tarkington foi adaptada. Além de "Monte Carlo", a história teve versões na Broadway, um filme com Rudolph Valentino de 1924 e dezesseis anos mais tarde, Bob Hope também tratou de fazer a sua versão. Mas em nenhuma outra podemos ver a beleza, esplendor e alegria que vemos em "Monte Carlo".
A presença cômica e os trejeitos de cada ator, em especial do ator Claude Allister, o Príncipe Otto, faz do filme ainda mais engraçado e mais especial, com um toque a "là Chaplin".
As filmagens são ótimas, com incríveis cenas externas como a cena na viagem de trem da Condessa com destino a Monte Carlo. Com características das ditas "comédias românticas modernas", é um daqueles filmes que são atemporais e nunca envelhecem por ter o toque de humor no momento certo.
O filme está repleto de cenas e músicas memoráveis que nos fazem lembrar como começou a era dos grandes musicais de ouro de Hollywood. Simplesmente esplêndido e bonito de ser ver, e ouvir cada minuto da obra prima dos musicais.
CURIOSIDADES:
> Por ser tão conhecida, a música "Beyond The Blue Horizon", foi diversas vezes regravadas, uma delas pela cantora Lou Christie em 1970.
> Uma das mais de 700 produções da Paramount, filmado entre 1929 e 1949, que foram vendidos a MCA / Universal, em 1958, para distribuição na televisão, e ter sido detida e controlada pela Universal desde então.
>A canção "Beyond the Blue Horizon", cantada no filme, tornou-se a canção-tema para o resto da vida da atriz Jeanette MacDonald.
> Durante a Segunda Guerra, a música "Beyond the Blue Horizon" mudou a sua letra, de "Além do horizonte azul encontra-se o sol nascente" para "... reside o sol que brilha", porque o Sol Nascente era o símbolo do inimigo dos Estados Unidos, o Japão.
ANO DE PRODUÇÃO: 1930
TIPO DE FILMAGEM: Preto & Branco
ELENCO :Jeanette MacDonald, Jack Buchanan, Claud Allister, Zasu Pitts
DIREÇÃO: Ernst Lubitsch
ROTEIRO: Hans MüllerTheda Bara, Vamp

Fora de cena, ela viveu com sua mãe e irmãos em Nova York, seguindo para Los Angeles, atpé que o sucesso bateu-lhe a porta com Cleopatra (1917). Infelizmente não existem cópias deste filme sobrevivente, e as imagens que temos, é somente de fotografias.90 anos de Mickey Rooney
A Última Entrevista de Cary Grant

KENT SCHUELKE: Qual foi a sua mais antiga ambição?
CARY GRANT : Eu não sei, acho que foi respirar... Eu não tinha uma ambição definida. Primeiro nós temos que saber o que queremos antes de fazer. Eu não sabia. Bom, ao menos que você já saiba o que quer, queira ser um bombeiro ou jogador de futebol. Mas eu não tinha nenhuma dessas...
KS : E quanto à atuação?
CG : Eu não tinha ambição de atuar um dia.
KS : Eu entendo que, quando menino você sonhava em viajar em alto mar. Queria ser um marinheiro?
CG : Sim. Eu sonhava em viajar. Nasci em uma cidade – Bristol (Inglaterra) – onde havia grande fluxo de viagens. Era uma cidade muito antiga, e navios entravam e saiam todo o tempo a partir do porto. Eu estava sempre interessado nas pessoas que por lá passavam. E queria viajar como eles.
KS : Como você começou a atuar?
CG : Foi basicamente por causa de meu desejo de viajar. Juntei-me a uma pequena trupe de acrobatas. Com eles fui para Nova York. Eles retornaram para a Inglaterra e eu fiquei. Gostei daqui (Estados Unidos). Gradualmente comecei a fazer espetáculos musicais. Fiz muitos antes de chegar ao cinema.
KS : Os jovens que não eram sequer nascidos quando fez o seu último filme estão descobrindo agora seus clássicos. O que você acha sobre isso?
CG : Eu acho que eles têm uma longa vida pela frente. Eles vão fazer suas próprias escolhas. Espero o melhor para a próxima geração, mas não vejo muitas esperanças. Todos se queixam deste século, para onde ele está caminhando. Não sei o que os jovens pensam ou não, só ouço a emanação de seus pensamentos: rock e muito barulho. Mas se isso os faz felizes, tudo bem – desde que longe de mim.
KS : Como você se vê?
CG : Como posso me ver? Nós somos o que somos na opinião dos outros. Cabe a eles nos avaliar, pensar como somos. Só posso me ver como um homem de 82 que se mantém em funcionamento. Eu faço o melhor que posso, nas circunstâncias em que me encontro.
KS : Como você gostaria de ser lembrado?
CG : Hum… como um sujeito simpático que não se deixa abalar, suponho.
KS : A sua vida está relativamente tranquila nestes dias?
CG : Eu vivo muito calmamente - mas o que se esperar de um homem da minha idade?
KS :É assim que quer viver o resto de sua vida, silenciosamente, em Beverly Hills?
CG : Eu não sei quanto tempo vai ser - "o resto da minha vida" - mas eu aprecio o que estou fazendo e, claro, vou viver a minha vida aqui ao menos que alguma mudança extraordinária de repente ocorra. Se eu não gostasse de viver em Beverly Hills, então eu iria me mudar - eu posso dar ao luxo de fazer isso.
KS :Qual é a coisa mais difícil de ser Cary Grant, a estrela de cinema?
CG : Eu não considero difícil ser eu. A única coisa que eu desejo é que o público não me persiga. Há uma repetição constante de pessoas que se aproximam de mim para pedir autógrafos ou qualquer outra coisa idiota. Essa é a única coisa que eu não gosto nesse negócio.
KS : Há muitos fãs que se aproximam de você hoje em dia?
CG : Isso acontece, mas não tanto quanto para um Robert Redford ou algum jovem mais popular de hoje. Chega a ser um furo.
KS : Tem havido muitos encontros interessantes com seus fãs?
CG : As pessoas que eu mais gostaria de encontrar são as pessoas que são menos suscetíveis de vir até mim.
KS : Você é acessível aos seus fãs? Como você interage com eles?
CG : Eu não me importo nem gosto de falar para os meus fãs. Eu não sou rude. Eu tento ser o mais simpático que puder quando alguém surge ao meu lado durante algum jantar para me perguntar o que eu acho de determinada atriz. Mas eu não posso responder a todos. Nem às cartas. Recebo dois sacos de cartas por dia. Não consigo dar conta.
KS : Estudantes de cinema gostam de analisar seus filmes. Acha certo estudar filmes que foram feitos estritamente para o entretenimento?
CG : Ah, sim. Um filme é um filme. Quando as pessoas se estressavam nos sets, Hitch (Alfred Hitchcock) dizia: “relaxem, camaradas! É apenas um filme”. Agora, se você deseja cortar o filme em pedaços pequenos para analisar, aí é com você. Nós fizemos ele. Para nós era somente um veículo de diversão e para atrair pessoas para as bilheterias.
KS : Quais são as suas memórias do trabalho com Alfred Hitchcock?
CG : Eu tenho apenas lembranças felizes. Os filmes estão vivos porque todos eles foram interessantes. Foi uma grande alegria trabalhar com Hitch. Ele era um homem extraordinário. Lamento esses livros idiotas escritos sobre ele, quando o homem não pode defender-se. Mesmo se você se defender contra esse tipo de literatura, não leva a lugar algum.
KS : Você trabalhou com algumas das atrizes mais amadas da história do cinema. Qual foi a melhor atriz com quem você trabalhou?
CG : É, eu trabalhei com várias delas. Mas, na minha opinião, a melhor atriz com quem eu já trabalhei foi Grace Kelly. Ingrid [Berman], Audrey [Hepburn], e Deborah Kerr foram esplêndidas, atrizes esplêndidas. Mas me senti imensamente relaxado com Grace Kelly. Sua mente era uma navalha afiada. Apreciei isso. Não é uma profissão fácil, apesar do que muita gente pensa.
KS : Foi decepcionante para você quando Kelly deixou de atuar para se casar com o príncipe Rainier?
CG : Ela estava incrivelmente bem. Era uma mulher notável em todos os sentidos. E quando ela parou, parou porque quis.
KS :: Como foi trabalhar com Katharine Hepburn?
CG : Maravilhoso. Eu trabalhei com ela cinco vezes. Alguém não faz algo que não gosta mais de uma vez. Ao menos que você seja um idiota.
KS : Na década de 1950, você anunciou que estava se aposentando dos filmes. A aposentadoria foi curta, mas o que fez você querer desistir dos filmes no auge da sua carreira?
CG : Eu estava cansado de fazer filmes.
KS : Como seus amigos e colegas reagiram à sua decisão?
CG : As pessoas dizem que todos os tipos de coisas. Eu desisti porque eu cansei naquele ponto da minha vida. Eu não tinha idéia se ia continuar minha carreira ou não. A última vez que eu saí, eu sabia que não ia retornar. Gostei muito da profissão, mas eu não queria voltar.
KS : Tem alguém na indústria cinematográfica já lhe disse que seu trabalho tem influenciado os filmes que eles fizeram?
CG : Muitos, muitos, se eles acham que você fez algo melhor que eles hoje em dia, dizem isso.
KS : Como você responde às críticas de que você nunca atuou, e que apenas retratava a si mesmo nos filmes?
CG : Bem, quem mais eu poderia retratar? Eu não posso retratar Bing Crosby; Eu sou Cary Grant. Estou me nesse papel. A coisa mais difícil é ser você mesmo - especialmente quando você sabe que vai ser visto por 300 milhões de pessoas.
KS : E sobre as pessoas que dizem que você deve ter ampliado seu repertório para incluir mais "caráter" nos seus papéis?
CG : Eu não me importo com o que as pessoas dizem. Eu não levo os críticos em consideração. Não há nenhum ponto: Você fez o filme, ele é feito e se eles querem criticá-lo. Eu não presto atenção ao que dizem - exceto, talvez, o que dizem os diretores, o produtores e meus colegas atores.
KS :Você acha que essas pessoas interpretam o que você estava tentando fazer?
CG : Eu não tenho nenhuma preocupação com o que pensam. Não tenho como interferir no que qualquer um pense ao meu respeito. Não me importo. Não tenho nada a ver com isso, e também não posso controlar seus pensamentos.
KS : Você tem um filme favorito?
CG : Não. Eu fiz todos eles com um propósito. Às vezes eu esperei melhores resultados. Às vezes fiquei surpreso com eles.
KS : Por que você abandonou as telas nos anos 60?
CG : O cinema tornou-se cansativo para mim. Eu não sei o quanto mais eu poderia ter melhorado a partir daquele momento. Era a hora.![]()
Entrevista Com Charles Chaplin

Depois de descrever o aspecto da vila, as particularidades que pôde notar, na sala de espera, Paniucci, que é o primeiro jornalista a ser recebido por Chaplin na sua vila suiça, diz que ele lhe parece, em trajes esportivos, com um aspecto extraordinariamente juvenil. Seus olhos azuis, sobretudo, são sorridentes como os de um menino. Conduz o reporter a uma pequena colina nos fundos de sua vila, depois de recusar o chapéu, que lhe oferece sua esposa: "Não sou tão velho assim para necessitar de chapéu", diz. E sai, quase correndo, acompanhado pelo reporter. Na colina, faz um gesto amplo com os braços, parecendo querer alçar voo e diz: "Deste ponto, domino o lago."
Ambos regressam e Chaplin vai mostrar o quem possui na sua vila. Aponta para um espelho, "puro estilo Chippendale" e sobre uma escrivaninha o reporter observa apontamentos que acredita serem de um "script". São folhas divididas ao meio, escritas do lado direito, ao passo que do esquerdo algumas notas apenas. Chaplin fala, mostrando suas famosas porcelanas, mas a atenção do jornalista é despertada por uns quadros abstracionistas.
Chaplin pergunta: "Gosta?" E acrescenta : "Para mim são profundamente antipaticos. Tenho-os na parede exclusivamente porque, vendo-os, saio desta sala, de que não gosto." Mal termina a frase e abre uma porta que dá para o estudio, decorado de moveis austeros e escuros. As quatro paredes estão recobertas de livros. Poucos discos sobre a vitrola, entre os quais a "Nona" dirigida por Toscanini. Chaplin aponta para os livros, denotando orgulho. São todos luxuosamente encadernados. De uma estante tira uma edição de Shakespeare, 1700, impressa em Londres. O jornalista vê, nas estantes, obras de Thakerav, de Platão, Maupassant, Plutarco, Balzac, Dickens, Poe e Thomas Payne. Num angulo, descobre "Mein Kampf", de Hitler. Chaplin exclama, sorrindo: "Não sou nazista, não. Li-o antes de realizar "O Grande Ditador". Mac Carthy gostaria de possuir este livro. Mas não o darei, jamais." E ante uma pergunta do jornalista, diz, sempre sorrindo, os olhos azuis exprimindo ironia: "A maior parte de meus livros são sobre psicologia. Gosto muito de estudar o proximo; gosto das ciencias ocultas. Ah! Se eu pudesse transformar-me em feiticeiro!"
Ambos voltam para a outra sala, já acompanhados de Oona. Na porta o jornalista quer dar passagem primeiro a Chaplin, mas este abre caminho e diz: "É inutil você querer ver minhas costas; não sou Marilyn Monroe." E ri, gostosamente. Deixa-se cair numa poltrona e pergunta: "Nunca esteve em Hollywood, na California? Não? Pois não vá nunca para lá. Não vale a pena". Ergue-se, põe a mão direita sobre o peito e levanta a esquerda, para recitar: "Moi, moi seul et c'est assez." Inclina-se e acrescenta: "De "Medéia", de Corneille". Oana sorri e Chaplin, ao observá-la, continua: "Minha mulher quer voltar para a Italia. Tenho um desejo feroz de rever Florença e Veneza. Florença é uma cidade estupenda. Mas sabe onde eu gostaria de viver? Nos tropicos, em Singapura, em Java, em Bali. Pena que haja muitas moscas." E, como se estivesse dando combate a uma mosca, faz um "gag" que o jornalista considera irresistivel. Mas aproveita o instanste para fazer uma pergunta sobre o proximo filme de Chaplin. Ele agora parece irritar-se. Diz apenas: "Até agora não tenho nada de concreto. Posso dizer que não será uma tragedia como "Mr. Verdou" e "Luzes da Ribalta", mas uma comedia moderna: um filme que focalizará os diferentes sistemas de vida dos americanos e dos europeus." E ante uma nova pergunta de Paniucci, o genio diz: "Os americanos não me querem bem. Durante 30 anos me admiraram e depois passaram a odiar-me. Feriram-me profundamente."
A esta altura, diz o reporter, alguns fotografos que permaneceram na cidade já estavam entrando na vila de Chaplin. Eles entram e batem chapas, perturbam a entrevista. O mestre ordena uisque para todos, e grandes doses são servidas. E Chaplin aproveita para retirar-se da sala.Os Monstros (1932)

Por Rodrigo Mendes do blog http://cinemarodrigo.blogspot.com.br
Não é para menos, o filme foi proibido na Inglaterra durante 30 anos, este filme adoquiriu o seu status de cult e de um caso único na história do cinema.
Reza a lenda que o chefe de produção Irving Thalberg pediu ao diretor Browning, um filme que fosse ainda mais assustador. Assim foi criado este Monstros - Freaks originalmente significa aberrações. E que reuniu um elenco de figuras mais estranhas já vistas numa tela de cinema, tais como: as irmãs siamesas Hilton; o homem tronco, Johnny Eck; o torso vivo, Rudiar dentre outros. A própria METRO assustada com a reação do público, que acusava o estúdio de mau gosto e de sensacionalismo, renegou o filme. E o próprio Browning largou a carreira em 1939.
O início do filme traz um longo letreiro retratando as deformidades no passado como representação do mal e de deuses da adversidade, mas não tem coragem de explicitar abertamente que pretende demonstrar que, por trás do grotesco, existem emoções humanas genuínas, que o "anormal" pode ser um conceito extremamente relativo. Foi realmente preciso muita coragem para fazer um filme destes e recomenda-se uma boa dose de compaixão para assistí-lo mesmo hoje em dia.
O que se pode discutir é se a fita mostra isso da melhor maneira. Assistam e tirem as suas conclusões. Mas, nenhum dos Freaks é ridicularizado na tela, ao contrário, são mostrados como vítimas de uma vamp que irá merecer um castigo: tornar-se igual a eles.
Sem dúvida, é um filme polêmico, único e absolutamente anormal. Quem o assistir jamais esquecerá. E, provavelmente, nunca mais vai querer revê-lo.
Atrizes
Atores
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