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10 de junho de 1969. No seu último aniversário, Judy Garland estava sozinha.
Sua carreira no cinema já havia declinado há anos, e ela sobrevivia fazendo alguns shows. As dívidas se acumulavam aos montes, o quinto casamento ia de mal a pior.
Segundo a biografia de David Shipman (Judy Garland: A primeira biografia completa), ela ainda alimentava sonhos: queria ser uma estrela da Broadway!
Mas o tempo era curto já então. Problemas com alcoolismo, depressão que a acompanhou por toda a vida e medicamentos, fizeram com que se tornasse uma pessoa instável. Mesmo assim ela tentava. E assim foi filmada para o triste documentário “A Day in the Life of Judy Garland”, projeto do seu então marido-playboy Mickey Deans. De tão ruim que era, não houve ninguém que se interessasse pelo projeto, que chegava a mostrar algumas cenas dela bêbada e nua.
Triste sob vários aspectos, porque mostrava uma Judy que mal cabia dentro de um corpo delicado e frágil.Judy também sofria, pelo desprezo dos filhos. Sim. Liza Minelli dera ordens expressas para que não lhe passassem mais ligações da mãe. Lorna e Joey eram ausentes.
Mas eles reapareceram! Sim, reapareceram quando souberam da morte da mãe. Liza teve a sensatez de pagar o funeral, e Lorna Luft lançou um livro de memórias fantasiosas onde dizia que ela cuidava da mãe a ponto de adoecer e ser tirada de sua guarda pelo bom pai Sidney Luft. O mesmo que explorou sua mãe anos antes, quando ainda era seu empresário.
De repente a mãe era amada e podia lhe render alguns trocadinhos. Os direitos de seu livro foram vendidos e viraram um filme para a TV chamado “Me and my Shadows”.
No livro/filme, Lorna relata que os filhos ligaram para a mãe no dia de seu aniversário. Juntos, sorridentes! E que ela estava bem.
Mentira. Judy morreria 12 dias depois, em um banheiro. O corpo exausto, e sem forças para lutar contra o vício que carregava há anos: remédios.
Fico a me perguntar em que determinado momento a garotinha do Kansas começou a morrer dentro dela. E ainda a vejo assim, tão pura e cheia de sonhos:
Quanto a seus filhos, cada qual tomou seu rumo. Liza tornou-se uma das maiores cantoras do nosso tempo, Joe é um obscuro fotógrafo. Lorna? Uma atriz e cantora frustrada, que vive a regravar as músicas de sua mãe.
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escrito por Jessica Caroline de Oliveira, janeiro 29, 2010
escrito por wellington, março 12, 2010
A doce e meiga imagem que tenho em minha mente dessa mulher é a do Kansas que sempre vai está em algum lugar dentro de mim.
escrito por Jessica della Nina, abril 24, 2010
escrito por Michel da Motta, junho 09, 2010
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